Monitorizar a fadiga com o VBT
Existem várias formas através das quais os treinadores de força e condicionamento físico podem monitorizar os níveis de preparação ou fadiga dos atletas. As plataformas de força, os saltos verticais e as medições da força de preensão fornecem dados objetivos. Já os métodos subjetivos incluem questionários diários e escalas de índice de esforço percebido (RPE). O acompanhamento da fadiga através do VBT é também uma área de investigação em crescimento. Os desvios em relação à linha de base de um indivíduo num determinado dia podem ditar a necessidade de ajustar a carga ou o volume de treino desse dia para mais ou para menos. A principal razão para verificar a preparação do atleta numa sala de musculação é avaliar essa fadiga e compreender como um programa pode precisar de ser alterado para a acomodar. Sabendo isto, devemos assumir a responsabilidade de garantir que estamos a prescrever a carga e o volume de treino mais precisos possíveis aos nossos atletas. Dessa forma, podemos diminuir a incidência de sobretreino ou subtreino.
Uma avaliação da preparação com o VBT
Na sequência do nosso artigo sobre o impacto no desempenho em campo, quisemos dedicar este artigo ao desempenho e à avaliação na sala de musculação. O treino baseado na velocidade pode ajudar a avaliar a fadiga, tanto durante as sessões como através de uma avaliação separada. Há dois aspetos a ter em conta para determinar a melhor forma de avaliar a fadiga com o VBT:
- A consistência é fundamental! Terá de recolher dados consistentes sobre cada atleta para perceber quando estão prontos para competir, cansados ou em risco de sobretreino. A única forma de o fazer é através de um acompanhamento consistente.
- Os agachamentos com salto são a forma mais rápida de realizar testes. Não só obterá feedback em tempo real sobre o nível de fadiga do atleta, como esses dados são armazenados na nuvem. Desta forma, poderá acompanhar dados longitudinais para compreender os desvios em relação à linha de base. E, como bónus, terá um movimento rápido e explosivo na fase de preparação para o levantamento.
Recomendamos um salto com agachamento com bastão ou com barra, dependendo da experiência de treino do atleta. Faça uma tentativa, três saltos, e depois avalie o desempenho e passe ao levantamento.
As avaliações de preparação também podem ser realizadas durante o levantamento. Se um atleta apresentar um desempenho consistentemente abaixo do esperado na velocidade definida com um peso que normalmente consegue levantar, é provável que esteja fatigado, e é possível avaliar isso em tempo real durante o levantamento.
CONCLUSÃO
Uma das principais vantagens da obtenção de dados objetivos é a rapidez e facilidade com que se compreende o desempenho dos atletas no dia a dia. Ao acompanhar esses dados ao longo do tempo, é possível obter uma compreensão muito clara do estado de preparação e da fadiga, podendo-se utilizar esses dados em conjunto com os planos de treino em campo para elaborar programas eficazes. Desta forma, podemos prevenir o excesso de treino e as lesões, melhorando continuamente o desempenho dos atletas. Isto aplica-se tanto à sala de musculação como ao campo de jogo.
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De volta ao básico? Reveja as origens do VBT e do treino de força!
FONTES:
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